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sexta-feira, 13 de junho de 2025

13 de junho - Dia de Santo António

Quem foi Santo António?

Batizado com o nome Fernando de Bulhões, nasceu em Lisboa, entre 1191 e 1195. Educado no seio de uma família nobre para ser cavaleiro, na adolescência pede autorização para ingressar na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, na Igreja de São Vicente de Fora, partindo mais tarde para Coimbra, onde estudou teologia. A busca pela introspeção e a simplicidade conduzem-no até à recém criada Ordem Franciscana e a deixar de lado, não só o hábito de agostinho, mas também o seu nome. Fernando adota o nome de António, em homenagem ao eremita Santo Antão, e dedica-se a pregar as escrituras, que tão bem conhece, sobretudo após a sua mudança para Itália.

Santo António morreu a 13 de junho de 1231, em Arcella, perto de Pádua, em Itália, e é por essa razão que 13 de junho passou a ser Dia de Santo António.


História "Um tostão para Santo António",
retirada do livro
"O Mercador de Coisa Nenhuma"
de António Torrado


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Hoje, 13 de junho, celebrar-se-ia o 137.º aniversário de Fernando António Nogueira Pessoa. Os pais deram-lhe estes dois nomes por ele ter nascido no dia de Santo António. Fernando porque era o nome de batismo deste santo e António por ter sido o nome que ele adotou quando se tornou missionário.






sexta-feira, 12 de junho de 2020

13 de junho - Dia de Santo António (feriado em Lisboa)


Se se perguntar a um lisboeta quem é o padroeiro da cidade,  a resposta mais provável é que  diga que é  “Santo António”. Sem dúvida que é ele o santo mais popular na nossa cidade. A sua popularidade ultrapassou largamente a do padroeiro oficial, São Vicente, de quem não temos razões felizes para festejar. Porque será?

Ao olharmos para o brasão e a bandeira de Lisboa iremos encontrar uma nau com dois corvos. A história por detrás dessa imagem refere-se a S. Vicente, um santo de origem espanhola, que viveu exatamente do outro lado da Península Ibérica, no extremo oposto a Lisboa, entre os séculos III e IV. Foi martirizado até à morte por se negar a adorar deuses pagãos. Com a invasão muçulmana na Península Ibérica no século VIII, o corpo de São Vicente foi colocado num barco à deriva no mar, dando à costa no Promontório Sacro, Cabo de Sagres, que entretanto se passou a chamar Cabo de São Vicente.

Diz a lenda que D. Afonso Henriques, já no século XII, fez a promessa de que recuperaria as ossadas do mártir S. Vicente caso conquistasse Lisboa. Após o cerco ao castelo dos mouros que durou sessenta dias, a cidade foi conquistada em 1147. Sendo um homem de palavra, o Rei de Portugal ordenou que fossem encontradas as relíquias de S. Vicente, que na altura se encontravam no Algarve, território ocupado ainda por mouros. Não foi tarefa fácil pois não se sabia muito bem onde se encontravam. Foi preciso esperar por 1173 para que as relíquias fossem encontradas e transportadas de barco para Lisboa. Diz-se que dois corvos protegeram a nau durante toda a viagem até à chegada a Lisboa. Nesse mesmo ano, S. Vicente tornou-se oficialmente, o padroeiro de Lisboa. A nau e os dois corvos tornaram-se símbolos da cidade, presente no seu brasão (e também em muitos dos bonitos candeeiros de rua e de fachada da iluminação pública da cidade). O dia de São Vicente é a 22 de janeiro mas o feriado de Lisboa é a 13 de junho, o Dia de Santo António. 

S. Vicente


Brasão de Lisboa

Bandeira de Lisboa